A imagem é em preto e branco numa sala de parede branca e três recortes de vidro. No primeiro plano estão Vini e Sami fazendo uma pose acrobática, onde Sami sustenta Vini, que está de pé sobre suas pernas gerando um contrapeso.

O que importa para a sua expressão artística e corporal se você nasceu homem ou mulher? O que interfere na sua dança e na sua prática de movimento se você se identifica com outro gênero?


Há marcas culturais – não podemos esquecer – divisórias de gênero que nos diziam o que era de homem e o que era de mulher. Coloco no passado, não porque isso não se configura hoje – ah! isso ainda é a regra geral, mas simplesmente por uma vontade de que isso fique no pretérito perfeito.

Na Mutama buscamos romper com práticas sexistas, buscamos abrigar a diversidade, propomos uma dança inclusiva. Estamos aprendendo, claro! Aprendendo com cada ser humano que chega e que encontra aqui um espaço para sua liberdade de expressão. Cada pessoa é um universo por si só. É repleta de características que a compõe, sendo gênero uma dentre tantas elas.

Aqui não tem a dança que é de mulher ou a acrobacia que é de homem. Aqui tem dança, movimento, arte e expressão. Você é livre para escolher e se experimentar. Aqui tem homem fazendo tecido e mulher fazendo barra. Aqui tem homem sendo conduzido e mulher conduzindo na dança.

Enxergamos o ser humano na sua individualidade e abrimos caminho para a maior vivência corporal que cada pessoa puder ter. Você vai se identificar com alguma prática ou alguma dança, claro! Mas deixamos todas as cartas na mesa pra você escolher e, simplesmente, dançar, praticar.

Seja bem-vinda!
Seja bem-vindo!
Seja você!

Tatiana Leme